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Saúde e Lazer
Por Administrador   
Terça-Feira, 15 de Dezembro de 2015, 09:27.

 

Ministério divulga protocolo de atendimento às mães de bebês com suspeita de microcefalia


Em coletiva de imprensa realizada na tarde de ontem, segunda-feira (14), em Brasília, o Secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, apresentou o Protocolo de Atenção à Saúde e respostas à ocorrência de microcefalia relacionada à infecção zika vírus. O guia tem como objetivo padronizar os atendimentos às gestantes e às crianças com suspeita da má-formação.

O documento trabalha em cima do segundo eixo do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado há duas semanas pela presidente Dilma Rousseff, que diz respeito ao tratamento das pessoas envolvidas em casos suspeitos. Fruto do trabalho de especialistas da pasta, de outras entidades e de pesquisadores, o material foi desenvolvido para atingir mulheres em idade fértil, gestantes e bebês com microcefalia.

— Vamos preparar equipes de saúde da família, das maternidades, dos núcleos de apoio da necessidade de acolher essas famílias e confortá-las em uma situação de sofrimento que é receber a notícia de que se tem um filho microcéfalo — disse Beltrame.

Dentre as medidas imediatas a serem tomadas estão o aconselhamento das mulheres em idade fértil que pretendem engravidar e a ampliação da oferta de testes rápidos de gravidez. Esta segunda, deve ter um investimento aproximado de R$ 5 milhões.

— É importante saber se a mulher está grávida para que possamos captá-la e orientá-la para evitar a picada do mosquito.

O ministério também reforça que apenas 20% dos casos de infecção por zika apresentam sintomas como febre leve, eczemas e muita coceira, e que eles devem ser prontamente examinados para confirmar ou não a presença do vírus.

No pós-parto, os profissionais da saúde estão sendo orientados a seguir uma série de procedimentos caso o bebê nasça com o perímetro cefálico igual ou inferior a 32 centímetros. São requisitadas coletas de sangue do cordão umbilical e da placenta para fazer testes complementares. Além disso, estão previstas as realizações de, pelo menos, dois exames para confirmar ou descartar a microcefalia. Segundo Beltrame, ambos testes já fazem parte do rol do Sistema Único de Saúde.

Também consta no documento recomendações para que os profissionais encaminhem o quanto antes os bebês microcéfalos para um dos 136 centros de reabilitação do país para estimulá-las e reduzir, assim, as possíveis sequelas da má-formação. De acordo com Beltrame, todos estes procedimentos não devem impactar nas contas do governo, afinal, não apresentam nenhuma novidade em relação ao que já é oferecido:

— Não estamos dando ênfase aos custos por que toda essa rede já funciona e não tem nada de extraordinário. O pré-natal é o que já preconizamos, o que tem de diferente é a possível realização do ultrassom transfontanela (exame que serve para visualizar as estruturas cerebrais dos bebês, considerada menos agressiva que a tomografia) e a tomografia. Quanto à assistência, esses gastos já são realizados. Estamos chamando a atenção para coisas excepcionais, como o teste rápido de gravidez.

Nesta terça-feira (15), o Ministério da Saúde vai divulgar um novo boletim com o número de casos suspeitos de microcefalia no país. Na última atualização, feita até o dia 5 de dezembro, haviam 1.761 casos notificados.

Perguntas e Respostas


  • O que é a Microcefalia?
    • É uma má-formação congênita que faz com que a cabeça de um recém-nascido meça 32 centímetros ou menos, o que significa que o cérebro não se desenvolveu da maneira correta. Após o nascimento, os bebês são submetidos a três exames de rotina, segundo o neonatologista do Hospital São Lucas da PUCRS Manoel Ribeiro. Um deles consiste em medir o perímetro encefálico da criança.

  • O que ocasiona a Microcefalia?
    • A condição pode ser ocasionada por diversos fatores, como substâncias químicas que a mãe ingere durante a gestação ou quando é infectada por bactérias e vírus. Conforme Ribeiro, as causas mais comuns são a toxoplasmose e a rubéola.

  • Há sequelas?
    • Como o cérebro não se desenvolve, há um risco muito grande de a má-formação refletir em quadros de retardo mental ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor da criança.

  • Há tratamento?
    • Não existe tratamento, mas é possível minimizar as sequelas com acompanhamento pediátrico e neurológico.

  • Como é feito o diagnóstico?
    • A microcefalia só pode ser diagnosticada após o nascimento. Durante o pré-natal, exames como ecografia, por exemplo, são capazes de apontar uma alta probabilidade para a má-formação.

  • Quais Estados registram o maior número de casos de Microcefalia?
    • Segundo dados divulgados em 8 de dezembro, pelo Ministério da Saúde, em todo o país 1.761 casos microcefalia estão sendo investigados.

  • Está confirmado que o Zika Vírus é o causador do aumento de casos de Microcefalia no país?
    • Sim. O Ministério da Saúde confirmou no dia 28 de novembro que existe relação entre o vírus zika e os casos de microcefalia na região Nordeste do país.

  • Quem é o transmissor do Zika Vírus?
    • O mosquito Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a chikungunya.

  • O Rio Grande do Sul corre risco em relação a essas doenças?
    • Sim. Conforme a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde, Marilina Bercini, hoje o Estado tem 168 municípios infestados com o mosquito Aedes aegypti. Considerando o panorama climático de calor e umidade, as autoridades estão em alerta. O principal foco é o combate ao mosquito.

  • Como ocorre a contaminação?
    • O mosquito pica uma pessoa com um dos vírus e é infectado. Ao picar outra pessoa, transmite o vírus, que não é passado de uma pessoa para a outra. Fique atento, o mosquito costuma a atacar no início da manhã e no final da tarde.

 
Fonte: ZH
Fotos: Ilustrativa

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