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Por Administrador   
Quarta-Feira, 23 de Outubro de 2013, 09:07.

 

Polícia investiga irregularidades no repasse de verbas estaduais para o PIM


Uma suspeita de desvio na verba do programa estadual Primeira Infância Melhor (PIM) pode ter prejudicado mais de cem famílias na cidade. Denúncias de irregularidades no projeto social levaram a Polícia Civil a pedir o afastamento de três funcionários da prefeitura.

As investigações iniciaram há cerca de quatro meses, quando pessoas que se inscreveram para o cargo de visitadores do PIM — função que prevê o acompanhamento das famílias inscritas no programa — denunciaram a falta de concurso público para contratação. De acordo com a Polícia Civil, os visitadores eram selecionados por meio de um convênio irregular entre a prefeitura e a Santa Casa de Caridade.

Conforme a delegada Marina Machado Dillenburg, o programa deveria ser administrado no município pelas secretarias de Educação, Saúde e Assistência Social, mas, devido ao convênio, a Santa Casa era responsável pelas contratações dos funcionários.

— A suspeita é de que o hospital contratava pessoas indicadas pela prefeitura, que teriam trabalhado como cabos eleitorais da atual administração durante as eleições — relata a delegada.

Ela ainda afirma que muitos dos visitadores cadastrados no programa nunca trabalharam, chamados pela polícia de “visitadores fantasmas”. O salário que eles deveriam receber do Estado, de mil reais por 40 horas semanais de trabalho, seria desviado. Conforme a polícia, a fraude seria realizada desde o início do ano.

Com isso, os visitadores que efetivamente atendiam as famílias eram sobrecarregados. A delegada afirma que cada um acompanhava de 25 a 30 famílias, quando o ideal era visitar 20.

— Temos duas situações distintas em relação aos “visitadores fantasmas”. Há aqueles que se inscreveram para a vaga, mas afirmaram que nunca foram chamados, e suspeitamos que seus nomes eram usados para desviar dinheiro, e aqueles que trabalhavam em outras funções na prefeitura, como de motorista — afirma Marina.

Outra irregularidade apontada na investigação foi a ausência de capacitação dos visitadores. A polícia suspeita de que os certificados dos cursos de formação necessários as servidores eram falsos. A delegada também relata que as contas do PIM de Dom Pedrito foram apontadas como irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Servidores foram afastados dos cargos públicos


Para auxiliar nas investigações, a Polícia Civil cumpriu na manhã desta quarta-feira 12 mandados de busca e apreensão (sendo nove em locais públicos), 12 mandados de condução coercitiva, e três mandados de afastamento de cargo público: da secretária de Educação, da coordenadora do PIM no município e de um digitador do programa, funcionário responsável pelo cadastramento das famílias. A ação foi denominada de Operação Grande Família.

Segundo a polícia, um dos visitadores envolvidos no esquema também é investigado por desvio de combustível do município. A ação iniciou por volta das 7h e contou com a participação de 120 policiais civis, de Dom Pedrito e cidades da região, como Alegrete, Bagé, Santana do Livramento e Uruguaiana. Uma equipe da Capital também auxiliou na operação. Foram apreendidos computadores, mídias e documentos.

O Primeira Infância Melhor (PIM) tem objetivo de prestar assistência a gestantes e crianças de zero a seis anos em situação de vulnerabilidade social. Segundo a polícia, mais de cem famílias que participam do projeto em Dom Pedrito teriam sido prejudicadas.

— Estas famílias foram atendidas por visitadores sem capacitação e sobrecarregados, com um acompanhamento precário — explica a delegada.

A polícia ainda não tem conhecimento de quantas pessoas estavam envolvidas no esquema e a quantia total desviada do programa. Os funcionários envolvidos podem responder por crime contra a administração publica e formação de quadrilha, que têm penas de até 12 anos de prisão.

A prefeitura afirmou que abriu uma sindicância para investigar o caso e que deve exonerar todos os funcionários do programa.

 
  

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