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Polícia
Por Administrador   
Sexta-Feira, 07 de Agosto de 2015, 08:11.

 

Cavalos apreendidos sem GTA na BR 153 são testados contra o mormo


Foram examinados ontem pela manhã, quinta-feira (6), no Parque Visconde de Ribeiro Magalhães, os 25 equinos apreendidos na quarta-feira (5), pela Receita Estadual e Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Bagé. Um médico veterinário particular retirou amostras de sangue de cada um dos animais. A coleta servirá para testar se não têm anemia infecciosa equina ou mormo.

Os animais estavam sendo transportados do município de Triunfo com destino a Dom Pedrito. O caminhão, com placas de Lajeado, levava os cavalos sem a Guia de Trânsito Animal (GTA), que é obrigatória para qualquer deslocamento de animais. Com a apreensão, foi realizado um registro na Polícia Civil de Bagé.

A supervisora da Inspetoria Veterinária Zootécnica, Anna Suñé, relata que, após feita a identificação dos cavalos, foi realizada a coleta de sangue. O material será remetido para um laboratório de Recife, em Pernambuco. “O médico veterinário optou por esse laboratório pela questão de fluxo de exames, possibilitando que, em 10 dias, nós tenhamos os resultados”, comenta.

O fato de os animais serem transportados sem constarem com a informação sobre os exames negativos para anemia infecciosa equina e, em especial para mormo, desperta a preocupação por conta da possibilidade de transmissão desta última.

O mormo é transmitido através das secreções, como pus, corrimento nasal, urina, fezes e sêmen. Com um foco identificado na região de Rolante, em junho, foi intensificada a fiscalização da Defesa Agropecuária para o trânsito de cavalos no Estado.

Conforme Anna Suñé, caso seja identificado em algum animal o mormo, ele deverá ser sacrificado e todos os outros passarão por outro teste. Além disso, já foi identificada a origem dos animais. Assim, é recomendado que, caso seja positivo o teste, todos os exemplares da propriedade e de propriedades vizinhas que possam ter transitado pelo local de origem, devem ser testados. “Queremos reiterar que o mormo é uma enfermidade que precisa ser tratada como grande questão sanitária para o Estado. A recomendação dos órgãos internacionais é de que todo caso suspeito tenha notificação obrigatória”, salienta a supervisora que destaca: “Para evitar a propagação dessa enfermidade, estamos intensificando o controle do trânsito de equinos”, aponta.

O mormo é uma zoonose provocada por uma bactéria que pode contaminar qualquer tipo de equídeo, como cavalos, burros e mulas. Pode haver, também, transmissão ao homem, sem existência de vacina para evitar sua propagação.

 
Fonte: Folha do Sul
Fotos: Fernando Moura

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