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Por Administrador   
Terça-Feira, 18 de Junho de 2013, 19:05.

 

Produtores resolvem retirar grande parte da produção depositada na Cotrijuí em Dom Pedrito


Na assembleia realizada, na noite de ontem, pelos associados da Cotrijuí de Dom Pedrito decidiu, de forma unânime, pela retirada de 913 mil sacas de arroz que estão armazenadas na unidade. A ação é resultado de discordâncias entre produtores atendidos e a direção geral da cooperativa.

Segundo Ricardinho Pilecco, integrante do Conselho Administrativo da Unidade, as medidas adotadas pela direção da cooperativa ocorreram de forma unilateral. “Semana passada tomaram nossa unidade, destituíram nosso gerente”, alega. Em função disso, protestos de produtores locais iniciaram.

Outro ponto questionado por Pilecco é sobre os cortes de pagamento e a falta de diálogo. “Ontem, em torno de 20 pessoas da direção, de setores da contabilidade e jurídico, acompanhados por seguranças, invadiram a unidade. Foi uma humilhação”, diz ele.

Indagado sobre os motivos das medidas, o representante do Conselho diz tratar-se de uma discordância iniciada quando a nova gestão assumiu, em fevereiro deste ano. “A Cotrijuí pedia aos produtores que não entregassem suas produções. Mas a nossa unidade agiu de forma contrária. Temos capacidade para armazenar 2,5 milhões de sacas de arroz e beneficiamos, em média, 200 mil fardos ao mês”, relata. Para ele, a diminuição do recebimento afetaria os trabalhadores. “Temos cerca de 350 funcionários. Além disso, o nosso mercado é diferenciado das demais unidades”, argumenta.

Para o momento, com as alterações, Pilecco diz que a unidade está sem autonomia para efetuar pagamentos e demais funções. Por isso produtores estão sendo orientados a retirar seus produtos e vender, como forma de garantir o retorno financeiro. “Inclusive podemos ver uma outra empresa para encaminhar os produtos”, conclui.

O que diz a cooperativa?


O presidente da Cotrijuí, Vanderlei Ribeiro Fragoso, destaca que, quando assumiu a gestão, iniciou um plano de reestruturação e saneamento da cooperativa.

De acordo com ele, em Dom Pedrito, um dos primeiros itens detectados foi a existência de um sistema informatizado na unidade que não permitia acesso à presidência, além de um setor de contabilidade paralelo. “Também não foram constatados os pagamentos de determinadas parcelas”, aponta, ao citar itens como impostos. “Em virtude disso, o Conselho Fiscal entendeu que era necessário buscar mais detalhes”, cita.

Neste processo, Fragoso lembra que “foi constatado que o gerente havia arrendado a estrutura para uma empresa privada”. Este seria o motivo para destituí-lo do cargo. O presidente enaltece que as verificações apontaram para “negócios suspeitos” e, por isso, foi necessário uma análise mais aprofundada.

Sobre as manifestações ocorridas junto à unidade, ele diz que representam apenas uma parcela de produtores. “Quando retomamos o projeto de reestruturação, na semana passada, alguns produtores se manifestaram contrários. (...) E, nesta segunda-feira, ao retornarmos, o protesto insuflou”, lembra. Porém, conforme o presidente, “a cooperativa é de 19 mil associados (...) aquela estrutura é de toda a cooperativa e não de alguns”, argumenta.

Sobre os próximos passos, Fragoso diz que a situação ainda demanda de avaliação, porém, “em princípio, não corre risco de interromper os trabalhos”. O presidente garante que a intenção é que “as coisas se pacifiquem”.

 
  

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