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Agronegócios e Meio Ambiente
Por Administrador   
Sexta-Feira, 13 de Novembro de 2015, 10:47.

 

Caso suspeito de mormo é identificado em Bagé


Foi confirmado, ontem à tarde, o primeiro caso de suspeita de mormo em Bagé. O teste de laboratório, chamado fixação de complemento, feito em um equino que estava no Círculo Militar, deu positivo. A Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Bagé já interditou o local e isolou o animal. A partir de hoje fará a coleta de sangue dos outros 38 exemplares que estão no espaço para que sejam feitos os exames sorológicos que poderão atestar ou não a disseminação da zoonose nos outros equinos. Esses animais também estão isolados e serão monitorados para ver se haverá manifestação da doença neles.

O representante da Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Bagé, Getúlio Campos, informa que já foram tomadas as primeiras ações de emergência para controle da doença. "Iniciaremos amanhã (hoje) as investigações no local, como triagem dos animais que passaram por ali e monitoramento dos que se encontram no espaço, além dos procedimentos indicados pela Secretaria da Agricultura para um caso como esse", explica. Campos ainda reitera que o local está isolado para a entrada e saída de animais, bem como o trânsito de pessoas naquela área.

A Inspetoria Veterinária e Zootécnica informa que no exemplar que foi testado positivo será feita uma prova complementar. Caso dê positivo esse novo exame, será feito o exame de maleína. "A intenção é, agora, fazer esses testes para ver se a contraprova do exame desse equino dará positivo e se outros animais também estão infectados", comenta Campos.

Profissional contesta exames feitos no Estado


Desde que o primeiro caso foi identificado no município de Rolante, já foram realizados mais de 46 mil testes em animais no Rio Grande do Sul. Desse montante, foram identificados como positivos 16 casos.

O foco de mormo, desde o início de junho, tem provocado uma mudança em eventos rurais e leilões que contêm equinos. Muitos produtores apontam que as normas exigidas pelos órgãos sanitários têm provocado prejuízos imensuráveis para quem está ligado ao segmento da criação e comercialização de equinos, afetando, inclusive, eventos ligados à tradição e à cultura gaúcha.

O médico veterinário Jarbas Castro informa que o procedimento regulatório que o Ministério da Agricultura preconiza é, primeiramente, a fixação de complemento - esse considerado "clássico" para a triagem dos animais, sendo realizado em países da Europa e Estados Unidos. Após, é feito o teste de maleína. No entanto, antes o exame, que foi introduzido em 2013, era o western blot, teste que indicava, com menor variabilidade, a possível identificação da doença. Todavia, por questão de certificação, voltaram a usar a maleína. "Não cabe questionar a decisão do Ministério da Agricultura; porém, esse exame oferece uma gama maior de possibilidades de interpretação, podendo ser efetivo ou não para a identificação da doença. Acho que o grande objetivo é usar exames mais fidedignos, como é o caso do western blot. Esses países já utilizam esse procedimento, que é mais confiável e traz mais certeza para os proprietários e autoridades ligadas à sanidade", declara. 

O mormo é uma zoonose provocada por uma bactéria que pode contaminar qualquer tipo de equídeo (cavalos, burros, mulas). Contudo, também pode haver transmissão ao homem, não existindo vacina para evitar a sua propagação.

 
Fonte: Jornal Folha do Sul
Fotos: Francisco Bosco

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