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Agronegócios e Meio Ambiente
Por Administrador   
Quinta-Feira, 10 de Outubro de 2013, 09:32.

 

80ª Farm Show é lançada em Porto Alegre


O discurso do presidente do Sindicato Rural de Dom Pedrito, José Weber, durante o lançamento, ontem, em Porto Alegre, da 80ª Expofeira da cidade, denominada Farm Show, teve tons de otimismo e crítica.

Ao mesmo tempo em que se disse esperançoso quanto à comercialização da feira, de 23 a 27 de outubro, que deve atingir cifras semelhantes as da cabanha Guatambú, semana passada, ele foi veemente na defesa da identificação individual do rebanho bovino gaúcho como a melhor saída para agregar valor à carne do RS.

“Não adianta só propagandear como a melhor, tem que certificar para os mercados mais exigentes. Dar mais valor ao nosso produto”, ratifica, ao referir-se ao projeto do Governo do Estado, que estava na Assembleia Legislativa e foi retirado por ter recebido parecer inconstitucional. Sem o consenso de produtores e entidades de classe, o governo achou melhor ampliar o debate sobre o projeto, embora ele já tenha sido discutido durante dois anos na Câmara Setorial da Carne.

Weber tem sido enfático na defesa do projeto. Nos debates, cita como exemplo o Uruguai e Santa Catarina.

O país vizinho iniciou a rastreabilidade há seis anos – um processo mais complexo que a identificação – e hoje exporta para mais de 140 países.

Santa Catarina, por exemplo, identificou todo o rebanho bovino com chips eletrônicos na perspectiva de aumentar a quantidade de animais, melhorar o status sanitário – hoje são livres de aftosa sem vacinação - e acender com a carne suína a mercados como o japonês, um dos mais exigentes e rentáveis para exportação.

No mesmo raciocínio, o secretário estadual da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, presente no lançamento da Expofeira, argumentou em favor da identificação e da ampliação da discussão sobre o aumento do plantio de soja em campos tradicionalmente usados para a pecuária.

“Ou avançamos como viemos avançando ou esperamos para ver o movimento do mundo. Se não agregarmos valor à carne gaúcha, não aumentarmos a renda do pecuarista, ele vai migrar para a soja. Ninguém produz só por ideologia ou por questões ambientais. O produtor é pragmático”, diz Mainardi. “A soja remunera mais do que a pecuária, e a identificação, além da sanidade, trará mais mercado e renda ao produtor rural”, complementa.

Outro ponto essencial, segundo Mainardi, será a diminuição do abate irregular e do abigeato. O aumento do controle por parte do produtor e do Estado, uma vez que os animais entram no sistema, proporcionaria a fiscalização dos abatedouros clandestinos que compram sem nota de quem vende também sem nota.

Com a contratação de 130 fiscais agropecuários por concurso e a criação dos comitês regionais de combate ao abigeato, a Secretaria da Agricultura vai intensificar as ações no Estado.

 
Fonte: Sindicato Rural de Dom Pedrito
 

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