ESPIRITUAL
 
          O Bem mais Precioso           Oração de um menino de 6 anos
          Os Três Conselhos           Leia e Reflita
          A Janela

O Bem mais Precioso

Conta o folclore europeu que há muitos anos atrás um rapaz e uma moça apaixonados resolveram se casar.

Dinheiro eles quase não tinham, mas nenhum deles ligava para isso.

A confiança mútua era a esperança de um belo futuro, desde que tivessem um ao outro.

Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma.

Antes do casamento, porém, a moça fez um pedido ao noivo:

- Não posso nem imaginar que um dia possamos nos separar. Mas pode ser que com o tempo um se canse do outro, ou que você se aborreça e me mande de volta para meus pais.

- Quero que você me prometa que, se algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais precioso que eu tiver então.

O noivo riu, achando bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e assinou.

Casaram-se.

Decididos a melhorar de vida ambos trabalharam muito e foram recompensados.

Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair da pobreza, e trabalhavam ainda mais.

E tempo passou e o casal prosperou. Conquistaram uma situação estável e cada vez mais confortável, e finalmente ficaram ricos.

Mudaram-se para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres da riqueza.

Mas, dedicados em tempo integral aos negócios e aos compromissos sociais, pensavam mais nas coisas do que um no outro.

Discutiam sobre o que comprar, quanto gastar, como aumentar o patrimônio, mas estavam cada vez mais distanciados entre si.

Certo dia, enquanto preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma bobagem qualquer e começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram às inevitáveis acusações.

- Você não liga para mim! - gritou o marido - só pensa em você, em roupas e jóias.

- Pegue o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos seus pais. Não há motivo para continuarmos juntos.

A mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se acabasse de descobrir uma coisa nunca suspeitada.

- Muito bem, disse ela baixinho. Quero mesmo ir embora. Mas vamos ficar juntos esta noite para receber os amigos que já foram convidados. Ele concordou.

A noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e a fartura que a riqueza permitia.

Alta madrugada o marido adormeceu, exausto. Ela então fez com que o levassem com cuidado para a casa dos pais dela e o pusessem na cama.

Quando ele acordou, na manhã seguinte, não entendeu o que tinha acontecido. Não sabia onde estava e, quando sentou-se na cama para olhar em volta, a mulher aproximou-se e disse-lhe com carinho:

- Querido marido, você prometeu que se algum dia me mandasse embora eu poderia levar comigo o bem mais precioso que tivesse no momento.

- Pois bem, você é e sempre será o meu bem mais precioso. Quero você mais que tudo na vida, e nem a morte poderá nos separar.

Envolveram-se num abraço de ternura e voltaram para casa mais apaixonados do que nunca.

***

O egoísmo, muitas vezes, nos turva a visão e nos faz ver as coisas de forma distorcida.

Faz-nos esquecer os verdadeiros valores da vida e buscar coisas que têm valor relativo e passageiro.

Importante que, no dia-a-dia, façamos uma análise e coloquemos na balança os nossos bens mais preciosos e passemos a dar-lhes o devido valor.

 

(Baseado na história "O bem mais precioso", do Livro das Virtudes II, pág. 460.)

 

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Os Três Conselhos

Um casal de jovens recém-casados, eram muito pobres e viviam de favores num sitio do interior.

Um dia o marido fez a seguinte proposta a esposa:

- Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até Ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que  você me espere e, enquanto estiver fora, seja fiel a
 mim,  pois eu serei fiel a você.

Assim sendo o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que  encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém  para ajudá-lo em sua fazenda.

O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi  aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que  também foi aceito.

O pacto seria o seguinte:

Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu  achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações.

Eu não quero receber o meu salário. Peço que o senhor o  coloque na poupança, até o dia em que eu for embora.

No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo  o meu caminho.

Tudo combinado.

Aquele jovem trabalhou durante vinte anos, sem férias e  sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e  disse:

Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para  a minha casa.

O patrão então lhe respondeu.

Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só  que antes, quero lhe fazer uma proposta, tudo bem?

Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora ou eu lhe dou  três conselhos e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos e se eu lhe der os conselhos eu não lhe dou o  dinheiro.

Vá para o seu quarto, pense e depois me de a resposta.

Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe:

Quero os três conselhos.

O patrão novamente frisou:

Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro.

E o empregado respondeu:

Quero os conselhos.

O patrão então lhe falou:

* Primeiro: Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida;

* Segundo: Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal;

* Terceiro: Nunca tome decisões em momentos de ódio ou de dor, pois  você pode se arrepender e ser tarde demais.

Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já  não era tão jovem assim:

Aqui você tem uns trocados e três pães, dois para você  comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua  esposa quando chegar a sua casa.

O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de  vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Após o primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que  o cumprimentou e lhe perguntou:

Para onde você vai?

Ele respondeu: - Vou para um lugar muito distante que  fica a mais de vinte dias de caminhada pôr esta estrada.

O andarilho disse-lhe então:

Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho  que " é dez" e você chega em poucos dias.

O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando  lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o  caminho normal.

Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada.

Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo,achou uma pensão à beira da estrada, onde pôde hospedar-se.

Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir.

De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para  ir  até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho.

Voltou, deitou-se e dormiu.

Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem lhe  perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse  que tinha ouvido.

O hospedeiro disse:

E você não ficou curioso? Ele disse que não. No que o  hospedeiro respondeu:

Você é o primeiro hóspede a sair vivo daqui, pois meu  filho tem crises de loucura; grita durante a noite e  quando o hospede sai, mata-o e enterra-o no quintal.

O rapaz prossegui na sua longa jornada, ansioso pôr chegar a sua casa.

Depois de muitos dias e noites de caminhada... Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha,  andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa.

Estava anoitecendo, mas ele pôde ver que ela não estava  só.

Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas,  um homem a quem estava acariciando os cabelos.

Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e  amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a  matá-los sem piedade.

Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do  terceiro conselho.

Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali  mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão.

Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse: - Não vou  matar minha esposa e nem o seu amante. Vou voltar para o  meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que  antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre fui fiel  a ela.

Dirigiu-se à porta da casa e bateu.

Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira ao  seu pescoço e o abraça afetuosamente. 

Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com lágrimas  nos olhos, lhe diz:

Eu fui fiel a você e você me traiu... 

Ela espantada lhe responde:

Como? Eu nunca te trai, esperei durante esses vinte anos. Ele então lhe perguntou: 

E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer? 

E ela lhe disse:

Aquele homem é nosso filho. 

Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje  ele está com vinte anos de idade. 

Então o marido entrou, conheceu, abraçou seu filho e  contou-lhes toda a sua historia, enquanto a esposa preparava o café.

Sentaram-se para tomá-lo e comer juntos o último pão.

Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção,  ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, o pagamento pôr seus vinte anos de dedicação.

 

Muitas vezes achamos que o atalho " queima etapas" e nos  faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade... 

Muitas vezes somos curiosos, queremos saber de coisas que  nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos  acrescentará...

Outras vezes, agimos pôr impulso, na hora da raiva, e  fatalmente nos arrependemos depois...

***

Espero que você, assim como eu, tente não esquecer esses  três conselhos e não esqueçamos também de CONFIAR (mesmo  que a vida muitas vezes já tenha nos dado motivos para a  desconfiança; é difícil mas não impossível, tentemos).

 

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A Janela

Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bastante pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo a ver com a drenagem de fluido de seus pulmões). Sua cama ficava perto da janela.

O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima.

Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava o tempo descrevendo o que via lá fora. A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago. Havia patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.

O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança quase caiu no lago e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora...

Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: Por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!. Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover... mesmo quando o som de respiração parou.

De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora o seu corpo.

Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, e olhou para fora da janela. Viu apenas um muro...

E a vida é, sempre foi e será aquilo que nós a tornamos.

 

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Oração de um menino de 6 anos

Senhor, esta noite te peço algo especial: Me transforme num televisor.
Gostaria de ocupar seu lugar para poder viver o que ele vive em minha casa.
Ter um quarto especial para mim;
Reunir todos os membros da minha família ao meu redor;
Ser o centro da atenção, que todos querem escutar, sem ser logo interrompido, nem questionado;
Que me levem a sério quando falo;
Que acreditem em tudo o que eu digo;
Sentir o cuidado especial e imediato que recebe o televisor quando não funciona;
Ter a companhia do meu pai quando chega em casa, ainda que venha cansado do  trabalho, Que minha mamãe me procure quando está sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me;
Que meus irmãos briguem para estarem comigo;
Divertir a todos, ainda que às vezes não lhes diga nada importante;
Viver a sensação de que deixam tudo para passarem alguns momentos ao meu lado.
Senhor, não te peço muito;
Tudo isto vive qualquer televisão.
Amém!!!!!

 

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Leia e Reflita

        Fui a uma festa, e me lembrei do que você me disse.
        Você me pediu que eu não tomasse álcool, mãe...
        Então, ao invés disso, tomei uma sprite.
        Senti orgulho de mim mesma, e do modo como você disse que eu me sentiria e que não deveria beber e dirigir ao contrario do que alguns amigos me disseram.
        Fiz uma escolha saudável, e seu conselho foi correto.
        E quando a festa finalmente acabou, e o pessoal começou a dirigir sem condições...
        Fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz... eu nunca poderia imaginar o que estava me aguardando, mãe... Algo que eu não poderia esperar..
        Agora estou jogada na rua, e ouvi o policial dizer "o rapaz que causou este acidente estava bêbado", mãe, sua voz parecia tão distante...
        Meu sangue esta escorrido por todos os lados e eu estou tentando com todas as minhas forcas, não chorar...
        Posso ouvir os paramédicos dizerem:
        "A garota vai morrer"...
        Tenho certeza de que o garoto não tinha a menor idéia, enquanto ele
estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu beber e dirigir, e agora tenho que morrer... então por que as pessoas fazem isso, mãe?
        Sabendo que isto vai arruinar vidas?
        E agora a dor esta me cortando como uma centena de facas afiadas...
        Diga a minha irmã para não ficar assustada, mãe, diga ao papai que ele seja forte...
        E quando eu for para o céu, escreva "Garotinha do Papai" na minha sepultura...
        Alguém deveria ter dito aquele garoto que e errado beber e dirigir.
        Talvez, se seus pais tivessem dito, eu ainda estaria viva...
        Minha respiração esta ficando mais fraca, mãe e estou realmente ficando com medo...
        Estes são meus momentos finais e me sinto tão despreparada...
        Eu gostaria que você pudesse me abraçar, mãe, enquanto estou estirada aqui, morrendo eu gostaria de poder dizer que te amo, mãe...
        Então.... Te amo e adeus...

        Essas palavras foram escritas por um repórter que presenciou o acidente. A jovem, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o repórter, muito chocado, anotando.

        "Vamos lutar por um trânsito mais seguro!"

 

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